sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ultrapessoal.



Eu cavuquei, escavei lembranças e esperanças perdidas.
Não é que eu ainda esperasse por alguma coisa, mas por isso eu realmente não esperava.

Não é errado. Quando se está feliz, a gente meio que perde a noção, vai de impulso; fala demais.

Sim, eu agora caí na real. Descobri que há muito tempo não tinha o mesmo sentimento.
Acabou. Você foi e eu fiquei.
Talvez com saudades, mas igualmente com frieza.

Eu endureci. De você, me desliguei.
Quissá eu tenha crescido, apesar de não me importar mais com isso.

Apenas uma menina num corpo de mulher. Palavras suas, repetidas como uma negação do que sentira ou fez.

Mas tudo não era o que a gente precisava.
Quem sabe fosse melhor eu ainda não saber de nada.
Quem sabe fosse melhor continuarmos estranhos um pro outro.

Cartas na mesa, fizemos nossas escolhas.
Escolhas demoradas; escolhas, finalmente, acertadas.

Agora eu me vou, junto com o apagado pelo tempo.
E me abro de novo. Pra tudo.

Menos pra você.

Por Thaís Cristina.

2 abriram a caixinha de pensamentos:

Natascha Oliveira disse...

Amei!!! Lindo texto, como sempre.

Carolina Hermanas disse...

Só espero que isso seja real.. e que você não esteja fingindo o seu "estar bem" apenas para esquecê-lo.Mas é assim mesmo..uma hora nós tocamos e dai vemos que foi melhor assim.
Mas vcs TINHAM que ter se conhecido..aposto que você aprendeu muuito com ele :)
Já tive um namoro assim..no começo eu me culpava por conhecê-lo..mas depois vc vê que foi bom :)


beeeijinhos *_*

 

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