Eu cavuquei, escavei lembranças e esperanças perdidas.
Não é que eu ainda esperasse por alguma coisa, mas por isso eu realmente não esperava.
Não é errado. Quando se está feliz, a gente meio que perde a noção, vai de impulso; fala demais.
Sim, eu agora caí na real. Descobri que há muito tempo não tinha o mesmo sentimento.
Acabou. Você foi e eu fiquei.
Talvez com saudades, mas igualmente com frieza.
Eu endureci. De você, me desliguei.
Quissá eu tenha crescido, apesar de não me importar mais com isso.
Apenas uma menina num corpo de mulher. Palavras suas, repetidas como uma negação do que sentira ou fez.
Mas tudo não era o que a gente precisava.
Quem sabe fosse melhor eu ainda não saber de nada.
Quem sabe fosse melhor continuarmos estranhos um pro outro.
Cartas na mesa, fizemos nossas escolhas.
Escolhas demoradas; escolhas, finalmente, acertadas.
Agora eu me vou, junto com o apagado pelo tempo.
E me abro de novo. Pra tudo.
Menos pra você.
Por Thaís Cristina.




